sábado, 25 de julho de 2009

Meu amor e sua caneta mágica


O que tanto escreves, meu amor
Com este ar de Doutora
Compenetrada nessa escrita
Que até pareces uma flor?

De que vida tratas tu,
Que história tu constróis?
Será um poema ou uma prosa?
Meu amor, diz-me se escreves um livro.

E depois que vais fazer
Com esta escrita tão intensa?
Essa é uma caneta mágica
Que feliz a todos vai fazer?

Se pudesse ler os teus pensamentos
E tivesse a tua vontade
Dar-te-ia toda a felicidade
E um mundo sem sofrimento.

Dez. 2008

Doce colo


Segura-me assim
Ampara-me nos teus braços
Quero o teu abraço
E não me deixa sair

Leva-me no teu balanço
No mais puro encanto
Aperta-me bem, não me soltes
Tenho medo de cair e partir

Agora que subi no amor
Cair na felicidade é ainda melhor
Não quero a solidão
Tenho ainda muita paixão

Embala-me na tua valsa
Faz-me dormir na tua asa
Lança-me o teu doce feitiço
E no fim ama-me como tudo.


04/03/2008

Ponte para a felicidade


Preciso encontrar um sentido para esta minha vida
Não me basto apenas com uma qualquer saída
Interessa-me o caminho da felicidade
Poder viver e sentir-me realizado.

Tenho que dar um pouco mais de mim
Olhar as coisas com um outro fim
Ou será que a vida é mesmo assim
Às vezes não, às vezes sim.

Quero viver a vida a valer
Sentir que este chão é firme e boa terra
Quero acordar com o sol a brilhar
E sentir que aqui vou ser feliz

Preciso encontrar a paz interior
Sentir que cada dia é bem melhor.
Ainda que uma neblina surja no horizonte
Saber que para a felicidade há uma ponte.

04-01-2006

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Criança de sempre


Criança, quero ser criança
Rir e chorar com as minhas fantasias
Imaginar o meu mundo de alegrias
Amar as coisas com a minha inocência.
Não quero crescer antes de tempo
(Ç)crescer já, me tira felicidade
Andar por aí me faz perder no vento.

É o meu direito ser criança.

Eu quero ser esperança
Sonhar com um mundo melhor
Passo a passo crescer como uma flor
Estudar, porque assim se avança.
Roubar-me a infância?
Antes deixar-me no berço dos anjos
No passado dos vossos sonhos.
(Ç)com certeza nos desejos de uma família
Amanhã serei a criança de sempre.


22-06-2009

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Um tempo


Perguntei-te, disseste que sim,
Respondi-te, disseste que não,
Propus-te, disseste “talvez sim,”
Tentei, disseste “agora não”,
Avancei, pediste um tempo,
Dei-te um tempo e ficaste parada no tempo.

Assim, no fim do tempo do tempo que te dei,
Recuei no tempo do tempo que eu tinha,
Porque no tempo do tempo que o tempo tem
O tempo não tem tempo para o tempo que temos.
E, pelos vistos, ainda não chegou o nosso tempo
Ou para nós os dois não há qualquer tempo.
E se houver, o nosso tempo já passou no tempo.

Por isso, não mais te perguntei pelo sim,
Deixei de responder-te para não ouvir um não,
Não mais te propus pelo sim,
Deixei de tentar que fosse agora,
Desesperei no tempo do tempo que pediste,
E passei por cima do tempo do tempo que te dei,
Porque tanto tempo no tempo do tempo
É perda do pouco tempo do tempo que temos.


18-06-2009