quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Romântico


Diz o que sentes e ouvirás o que mereces
O que vem da alma chega com amor
Serão sempre palavras do coração
E vão alojar-se onde queres

Assim poderás ouvir o que sonhas
E terás o que sempre desejas
Pois da alma vem a genuinidade
E um amor querido

Seja romântico na tua particularidade
Encara a tua paixão com simplicidade
Vive todas a emoções com fervor
Deseja-a como se fosse a única existência

Queira tudo o que o que ela traz
E dá tudo o que podes e deves
Entrega-te como se nada mais existisse
E viverás algo único e feliz.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

És Cabo Verde, cretcheu


Ó Tu aí que Te fazes a mim e não me largas
Com esta Tua morabeza contagiante,
Com este gingar das Tuas ancas
Neste batuque “tchabetado”.

Ó Tu aí que rebolas ao vento,
Que passas por mim, sorris e não ficas
E vais balançando com este andar de menina de zona,
Que Te dás como se fosse tudo Teu.

Ó Tu aí que passeias por outros mundos
Que convives com outros povos
Sempre na Tua cultura, costume e tradições
E Te recitas no Teu falar e no Teu namorar.

Ó Tu aí que tens Camões na língua
Que numa serenata cantas e encantas com as Tuas mornas,
Mas ao mesmo tempo me cansas com o Teu funaná.
Ah…só no azul das Tuas quentes águas me acalmo.

Ó Tu aí que me entristeces com as Tuas saudades,
Mas que me alegras com a Tua força, os Teus sacrifícios
Este Teu abraçar das tuas coladeiras
Me faz sentir em casa pisando o castanho da terra.

Ó Tu aí que me acordas com o ardente do Teu grogue
E me manténs com a riqueza da Tua cachupa
Só mesmo Tu com os Teus dez amores do Atlântico
Para não me deixares esquecer quem sou e de onde venho.

Ó Tu aí…sei bem quem És.
És África, És Cabo Verde.
Ó “cretcheu”, sou Teu.



07-02-2009

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Tenho medo


Tenho medo, meu amor,
Do medo que tenho.

Medo das tuas saudades
Da falta que me farás,
Da tristeza da despedida,
Da dor do adeus.

Medo de sentir saudades tuas
E não te ter debaixo da lua,
Amarrar-te nos meus braços
E soltar-te em beijos apaixonados.

Medo das lágrimas que cairão dos meus olhos
Inundando todo o meu coração de solidão
E que possam limpar o meu corpo
De carícias tuas que nele ficaram gravadas.

Tenho medo do mar que me rodeia
Daquelas ondas que trazem lembranças
Quebrando-as contras as pretas rochas
Destas ilhas plantadas no oceano.

Tenho medo de não mais sonhar-te,
De te esquecer quando não me lembrar
De não mais sentir-te na minha alma
E de morrer quando te amar.

Tenho medo
Do medo que tenho.

08-12-2008

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Lágrimas


Não as consegui conter,
As lágrimas que mas deste.
A tristeza foi mais forte
Que eles acabaram por correr.

Quiseste tanto saber a verdade
Do meu silêncio tenebroso,
Este fardo meu tão penoso
Deixou-te calada e sem vontade.

Choro não pela dor de te perder
Nem pela verdade da mentira,
Mas porque esta é a minha sina
E a verdade é que só a ti quero ter.

Sei da indiferença do teu amor,
E o desespero que causa no meu coração.
Por isso sou fraco e não mereço o teu perdão,
Mas pela felicidade sou forte e lutador.

Nunca duvidei do meu amor,
Ma só agora tenho certeza do meu destino.
E mesmo que haja muita dor
Quero estar para sempre contigo.

Perante as lágrimas não escondo
Que ainda por ti choro
E se perguntar eu respondo
"Sim, eu eu te amo".

domingo, 12 de outubro de 2008

Não és nada


Quem és tu? O que és?
Nunca pedi as tuas esperanças
Só queria a tua confiança.
Mas não, trataste-me como uma inocente criança.
Estou num bar, mas perdi a vontade para a dança.
Sempre disseste-me que não sabias o que dizer-me,
Mas desde aquele dia que só me dizes mentira.

Quanto vale a tua resposta
Para me fazeres sofrer com a tua demora?
Quanto vale o meu sofrimento
Para não me dizeres um não?
Quanto vale o teu amor
Para não confiares no meu e causares dor?

Queria-te tanto, fui sempre honesto e sincero contigo
Menti para mim mesmo, esqueci-me de mim.
Perdi o sabor dos meus sentimentos
Porque quis dar-te o brilho de um amor maior.
Era tudo teu, mas preferiste o que não te pertencia,
O que era proibido. Estou ferido e tu és a ferra.
És amante, nunca pensei foste tão baixo, desrespeitaste-te.

Não foi isto que quis, não foi assim que sonhei.
Apetece-me chorar, mas não o vou fazer.
Não mereces sequer uma gota das minhas lágrimas,
Neste rio não navegas, deixaste de ser a sereia destas águas.

Não me querias magoar, dizias tu.
Não, não me magoaste, mataste-me, mataste o meu amor por ti.
Apunhalaste o meu coração, fizeste-o em pedaços.
Mas acredita que não morri, cresci.
E porque cresci, já não sou aquela inocente criança
Que querias abusar e a qual sempre usaste.
Não sabes o que dizer-me?
Não é preciso, não digas nada…
Já sei de tudo. Não és nada,***.