terça-feira, 14 de agosto de 2007

Dás-me a volta


Dás-me a volta
Tu dás-me a volta
E eu fico tonto
Sem saber o que fazer.

Lanças-me a tua teia
E eu fico preso no teu sabor,
E por mais que eu tente
Consegues sempre.

Este é o teu dom,
Esta é a minha sina.
Este é o teu poder,
Este é o meu querer.

Domina-me, anima-me
Faz de mim um espectáculo de fantoche.
Eu não fujo, eu não choro
Porque também quero, também gosto.

Eu faço tudo porque dás-me a volta.
E na volta dou-te tudo
Porque eu também quero tudo.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Meu amor


Meia noite na aldeia
Só se vê a lua cheia
Vou esperando o meu amor
Seja lá quem ela for.
Seja lá quem ela for
A saudade é cada vez maior.
Pode até ser uma flor,
Vou amá-la com muito amor.

Vou amá-la com muito amor
Sem causar nenhuma dor.
Será sempre o meu amor
Aquela que for melhor.

Àquela que for melhor
Serei sempre um senhor.
Serei sempre um homem-mor
E o meu amor a melhor.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Noites em clara



Já não sei o que fazer para acalmar a solidão
Quando a saudade pede para te sonhar e a razão pensar-te.
E no meio desta dialéctica quem sofre é o coração
Por não ter forças para, numa lembrança, amar-te.

Nisto, perco-me na noite por entre palavras
Que o coração desabafa e o desejo solta,
Palavras que acabam por ser mortas
Porque tu nem as lês, nem as sonhas.

A noite é a amiga que não gosta de mim
Por acender o fogo de uma paixão
Que insiste em iluminar na escuridão
Quando esta sempre foi o fim

No final o que colho são meras cinzas
De uma noite de debate em clara
Traduzidas em mil palavras
Que compõem os versos de um poema.

Não te peço que me dês uma chance
Nem pretendo pedir socorro
Porque esta é a tua chance
De abraçar um sonho,
Sonhe.

domingo, 29 de julho de 2007

De mim para ti(teoria do amor)


não sei se te amo
Ou se te quero ter.
Neste abraço solto
Só sei que neste momento
Para mim tanto faz
Amar-te e não te ter.

Pensei que podias,
Numa manhã de primavera,
Ser rosa do meu jardim
Ou simples sorriso de alegria
Num coração solitário
Quando ao pôr-do-sol
O horizonte desenhasse
A linha do amor.

Duma coisa te garanto
Nunca se perde tempo
Quando num abraço
Nem que por um momento
O amor nos estende a mão
De um sincero coração.

As vezes no segredo da noite
Durmo nos pensamentos teus
Tentando desembaraçar a teoria do amor,
Ou serão problemas meus?
Porquê que eu te amo,
Mas não te tenho, porquê?

Tenho esperança que num dia de sol
O nosso amor brilhará
E os pássaros cantá-lo-ão.
E numa melodia de um só
Viveremos o amanhã
Sem qualquer senão.

Em verdade te digo,
De mim para ti,
Não te tenho,
Mas amo-te.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Dás-me a volta

Tu dás-me a volta
E eu fico tonto
Sem saber o que fazer.

Lanças-me a tua teia
E eu fico preso no teu sabor,
E por mais que eu tente
Consegues sempre.

Este é o teu dom,
Esta é a minha sina.
Este é o teu poder,
Este é o meu querer.

Domina-me, anima-me
Faz de mim um espectáculo de fantoche.
Eu não fujo, eu não choro
Porque também quero, também gosto.

Eu faço tudo porque dás-me a volta.
E na volta dou-te tudo
Porque eu também quero tudo.


Caros amigos, este poema surge de uma verdade clara. Já repararam que apesar de tudo, ainda que o homem seja "machão", as mulheres é que acabam por mandar sempre? E não vale a pena tentarmos fugir, elas sabem como fazê-lo, porque têm-nos nas mãos. Digo isso por experiência própria e dos amigos. Elas conseguem sempre...também, no fundo, queremos sempre que sejam elas a mandar. E muitas vezes nós pômo-nos a jeito para que assim aconteça, porque nós gostamos.